letras-ingles

 

 



O projeto em pauta tem como objetivo contribuir para a formação inicial de novos professores de Inglês para a Educação Básica, aptos a entenderem a função da língua inglesa no mundo contemporâneo e transporem essa relevância para sua prática pedagógica. Entendendo que a formação docente do professor de línguas não se ocupa apenas da formação linguística do indivíduo, mas também de sua postura crítica em relação ao que é ensinado, sendo, portanto, capaz também de estimular os alunos a refletirem criticamente, o projeto assume como pressuposto básico que a função do ensino de Inglês na Educação Básica é inserir o aluno no mundo globalizado, tornando-o agente crítico na sociedade em que atua. Parte-se do entendimento dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Estrangeira (BRASIL, 1998), ancorados em uma visão sociointeracional da linguagem e do processo de ensino e aprendizagem (VYGOTSKY, 1978; BAKHTIN/VOLOCHINOV, 1929), de que aprender uma língua estrangeira significa (i) orientar e sensibilizar o aluno em relação ao mundo multilíngue e multicultural em que vive, conscientizando-o acerca de diferenças culturais e levando-o a respeitar mais o outro e a conhecer melhor si mesmo, e (ii) permitir maior acesso aos mais diferentes tipos de conhecimento no mundo globalizado contemporâneo, uma vez que grande parte desses discursos circula em língua estrangeira, mais especificamente o inglês. Além disso, o ensino de língua estrangeira serve como espaço para abordagem dos temas transversais nos discursos em língua estrangeira (MOITA LOPES, 2003), permitindo um trabalho de letramento crítico (BRASIL, 2006). O ensino de língua é um espaço privilegiado para a discussão de tais questões, pois trata do ensino de linguagem através do seu próprio uso. O trabalho desenvolvido pelo PIBID-UFRJ/CAPES, portanto, entende que o ensino da língua inglesa deva ser estruturado com base em três eixos articuladores, capazes de viabilizar uma proposta sociointeracional crítica de ensino: gêneros discursivos (BAKHTIN, 1952), temas e multiletramentos (THE NEW LONDON GROUP, 1996; COPE & KALANTZIS, 2000; KALANTZIS & COPE, 2012). O ensino de língua estrangeira é um espaço privilegiado para a viabilização de tal proposta, pois trata do ensino de linguagem através do seu próprio uso. Já que o "conteúdo programático” da disciplina é a linguagem, e que o ensino é aqui entendido como viabilizado por meio de práticas de linguagem, a própria disciplina já propicia um espaço permeado por gêneros discursivos e que permitem a discussão dos mais variados temas e o desenvolvimento de diversas práticas de letramentos críticos. (out/2014)

 

Coordenação

         Roberto Bezerra da Silva (ago/15 - atual)

         Rogerio Casanovas Tilio (jul/12 - jun/15) 

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